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11/08/2026

Itaúsa lucra R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre, alta de 7%, puxada pelo Itaú

Banco elevou em 8,5% sua contribuição para a holding, enquanto resultado das empresas não financeiras recuou 26,7% no trimestre (Por André Marinho) - foto divulgação -

Resumo
A Itaúsa reportou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. O Itaú contribuiu com R$ 4,468 bilhões, enquanto investimentos como Alpargatas e Motiva também cresceram. No entanto, a Aegea Saneamento e a NTS apresentaram resultados negativos. O presidente Alfredo Setubal destacou o ambiente financeiro restritivo, mas reafirmou o compromisso com a geração sustentável de valor e gestão ativa do portfólio.

Dentre as empresas do portfólio da Itaúsa, NTS e Aegea foram os destaques negativos..

A Itaúsa (ITSA4), holding de investimentos que integra o bloco de controle do Itaú (ITUB4), registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação a igual intervalo de 2025, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (10). No primeiro semestre, o ganho foi de R$ 8,8 bilhões, avanço anual de 12%.

O principal motor do resultado foi o desempenho do Itaú, cuja contribuição para a holding somou R$ 4,468 bilhões entre abril e junho, crescimento de 8,5% em base anual.

Entre os investimentos não financeiros, a Alpargatas (ALPA4) contribuiu com R$ 55 milhões, incremento de 85,7% em um ano. A Motiva (MOTV3) gerou R$ 69 milhões, alta de 66,9%, enquanto a Copa Energia entregou R$ 102 milhões, expansão de 17,3%. A participação da Dexco (DXCO3) foi de R$ 2 milhões, queda de 74% na comparação anual.

Na contramão, a Aegea Saneamento apresentou resultado negativo de R$ 14 milhões, que representa uma elevação anual de 34,2%. Já a NTS deu um saldo negativo de R$ 68 milhões, revertendo o positivo de R$ 45 milhões em igual período de 2025.

No total, o portfólio de empresas não financeiras gerou resultado recorrente de R$ 141 milhões para a Itaúsa no trimestre em junho, recuo de 26,7% ante um ano. Já as despesas administrativas da holding somaram R$ 45 milhões no segundo trimestre, aumento de 7% em base anual.

No relatório que acompanha o balanço, o presidente da companhia, Alfredo Setubal, afirma que, apesar da gradual redução da Selic, o ambiente ainda é caracterizado por condições financeiras “restritivas, cautela de agentes econômicos e incerteza internacional”. “Mesmo diante desse contexto, seguimos executando nossa estratégia de geração sustentável de valor, apoiados pela disciplina na alocação de capital e pela gestão ativa do nosso portfólio”, ressaltou.

Ainda conforme o executivo, os números da Dexco foram pressionados pelo segmento de celulose solúvel, diante da queda no preço, além de desafios setoriais em revestimentos cerâmicos. Já a Aegea foi afetada pela piora no resultado financeiro.

“Os resultados do investimento na NTS foram impactados, em relação ao ano anterior, pela variação negativa no valor justo do ativo”, acrescentou. (Fonte: Estadão)

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